Processadores dinâmicos 02

Para falar dos processadores dinâmicos, temos que mencionar um elemento importante de qualquer som: o transiente. O transiente é um pico de energia, presente em geral no início de qualquer som. Ele ocorre no momento em que o estímulo mecânico entra em contato com o corpo vibrante que gerará o som. Antes desse contato, o corpo vibrante está imóvel, e precisa de um pico de energia para quebrar a inércia, e colocá-lo em movimento. Uma vez em movimento, é necessária uma energia mais baixa para que ele continue a vibrar. Esse pico inicial de energia, de curta duração, é o Transiente.

Ele é fundamental para que identifiquemos a natureza do estímulo (percussivo, friccional, eólico...). Serve também como referência para uma identificação mais precisa da direção de onde o som vem.

Após o transiente, em geral ocorre uma ressonância natural do instrumento, ou o "corpo" do som. A primeira coisa a decidir é a importância, na frase musical que estiver sendo tocada, do transiente e do corpo, ou ressonância, do som.

O compressor possui dois grupos de controles:

1- Comando que controlam a intensidade (ratio, ou taxa de atuação) e a sensibilidade (threshold, ou intensidade para ativação), que chamo de comandos "técnicos"

2- comandos que têm a ver com o tempo de atuação: attack (tempo de ataque, ou ativação) e release (tempo de desativação), que chamos de comandos "musicais"

Os controles de tempo regulam sobre qual segmento do som o compressor vai agir. Os comandos técnicos comandam a partir de qual volume ele vai agir, e qual será a intensidade da atuação. Os primeiros permitem selecionar se a parte valorizada será o ataque ou o corpo do som, e os segundos regulam como essa atuação acontecerá.

No caso da compressão para baixo, o ataque pode suavizar ou valorizar o transiente, e o release suaviza ou valoriza o corpo do som. Na compressão para cima, usada para aumentar o volume de trechos com baixa intensidade, o ataque e o release são menos críticos para modelagem de transientes, pois o precessador funciona mais como um sistema de ganho automático.

Na expansão para baixo ou para cima, o ataque e o release funcionam de forma semelhante à compressão para baixo, mas há um comando adicional: o Hold, ou tempo que a atuação máxima do processador ficará ativa.

A expansão para baixo pode somente atenuar o sinal de menos intensidade, configuração conhecida como "ducker", ou pode eliminá-lo completamente, em uma configuração conhecida com "noise gate".

A expansão para cima acentua os pontos de mais intensidade, dando presença aos transientes - ou à ressonância, dependendo das configurações de ataque e release.

Nos próximos posts, veremos diferentes configurações desses processadores, e em que tipo de situações elas são utilizadas. Abçs!

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